Descubra como Administrar uma Indústria na Crise

A crise que se iniciou em 2014 é considerada a mais severa da história, impactou diversas indústrias, onde muitas foram forçadas a fechar suas portas ou entraram em recuperação judicial.

Mesmo cinco anos após seu início, o crescimento da indústria ainda se arrasta perto do negativo.

Não se desespere! A boa notícia é que através deste artigo, vou apresentar a você dicas para manter sua empresa viva e conseguir ultrapassar esse momento.

Comunicação Interna e Externa

Quando uma empresa se enxerga diante de uma crise, isso normalmente acontece pela falta de capacidade de cumprir seus compromissos financeiros assumidos.

A primeira ação a ser feita é assumir o momento atual e dialogar de forma assertiva e ética com todos os envolvidos na operação da empresa.

Isso significa, conversar com fornecedores, funcionários de confiança, sócios, familiares, assessoria jurídica e todos que participam diretamente da gestão da empresa.

O empresário tem dificuldade em tomar essa atitude, pois muitas vezes tem a crença que demonstrar essa fraqueza pode comprometer sua credibilidade no mercado.

Não assumir uma comunicação assertiva acarreta distorção na mensagem, gerando falta de confiança nas pessoas que deveriam nesse momento apoiar a empresa.

Fluxo de Caixa

Diante da situação, a primeira frase a ser ouvida é: “Precisamos cortar custos! ”

A tarefa de redução de custos não é simples, requer analise e estudo.

Para que a ação de redução de custos resulte o esperado, é preciso estudar quais os custos geram receita e o valor da receita, como o preço a ser pago para que aquela despesa deixe de existir.

Uma empresa não consegue adequar suas receitas e despesas rapidamente, quando a receita cai e se mantem num patamar abaixo da série histórica, a companhia necessita adequar seus custos a nova ordem e isso leva tempo, em média de 8 a 24 meses dependendo dos compromissos já assumidos.

Vou apresentar a você algumas dicas de empresas que se mantem no mercado mesmo com a crise, os valores são de referência e cada mercado tem suas especificidades que merecem o estudo adequado.

Folha de Pagamento

Quando estudado o quadro de custos e despesas, sempre se chega à conclusão que a maior fatia vem da folha de pagamento.

A folha de pagamento é composta de pessoas, e essas são a empresa.

Nunca é fácil tomar a decisão de demitir, principalmente em uma equipe que está em sintonia com os valores e objetivos da empresa.

A dica aqui é tomar uma decisão voltada nos estudos de custos como apresentado acima e não em personalidades, lembrando que são seres humanos animados, racionais e emotivos, influenciáveis e influenciados.

Um valor adequado para a folha de pagamento é que ele esteja entre 10 a 15% do faturamento bruto, tornando maior a probabilidade da empresa se manter aberta no momento de recessão.

Endividamento

Quando os recursos financeiros começam a ficar escassos a empresa é forçada buscar capital em bancos ou terceiros para manter suas operações, aumentado assim seu endividamento.

Muitas vezes a empresa não consegue cumprir com todos os compromissos, e precisa decidir quais serão as despesas a serem quitadas.

A dica aqui, é estudar o que é essencial para a manutenção das operações, normalmente as empresas decidem por priorizar o pagamento de funcionários e de fornecedores.

É importante lembrar que todo endividamento tomado para cobrir prejuízos passado é toxico, o montante de juros acaba tomando a lucratividade da empresa tornando inviável a operação.

Para uma análise de viabilidade as empresas que se mantem viva no mercado, assumem um endividamento abaixo de 7 vezes o faturamento.

Empréstimos

Quando se assume um empréstimo é necessário cumprir com suas obrigações, pois os credores tomaram as medidas legais para a preservação do seu capital.

Empréstimos a curto prazo, criam uma pressão grande na geração de receitas, e como vimos a crise se estende por um período relativamente grande.

A dica é tomar emprestado ou renegociar suas dívidas para o pagamento em longo prazo, isso diminui sua pressão de geração de receita e aumenta suas chances de manutenção das operações.

Estoque

Estoque é dinheiro e estoque parado é dinheiro parado.

A dica aqui é trabalhar com o estoque necessário para atender sua carteira de clientes, de maneira que o cronograma de entregas esteja ajustado com sua capacidade produtiva.

Lembrando que muitas vezes os fornecedores exigiram um pedido mínimo para manutenção dos preços, nesse caso é importante usar o relacionamento passado e a comunicação assertiva.

Imobilizado

As empresas investem em ativos imobilizados que são necessários para a manutenção da operação, ou seja, maquinas, equipamentos, terrenos, carros, edificações e etc.

Se faz necessário o estudo de quais ativos imobilizados são extremamente necessários para a manutenção da operação, e quais ativos geram receitas e compensam ser mantidos.

Para a geração de caixa, a manutenção da operação da empresa e consequente sua carteira de clientes é preciso vender ativos que não gerem receita.

Apoio

Como já falado, uma empresa é formada de pessoas, sejam fornecedores, funcionários, clientes e principalmente do empresário que assume as consequências.

Entender o momento de recessão e principalmente aceitar a nova realidade, é uma tarefa que pode ser dispendiosa.

Ter a humildade para procurar uma forma de apoio, seja, na espiritualidade, na psicologia, na família, em pessoas de confiança ou onde a pessoa se sentir confortável é importante para ultrapassar tamanho desafio.

E lembre-se: “Enquanto há vida, há esperança. ”

Até mais, te vejo com os vencedores!

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